Experiências no World Business Dialogue: Um Novo Olhar

Na segunda quinzena de março participei do World Business Dialogue, um evento universitário internacional que anualmente acontece na Universidade de Colônia, na Alemanha. O evento é dividido em painéis de discussão entre renomados CEOs da Alemanha e do mundo, workshops abordando temas de empreendedorismo até mercado financeiro, palestras com discussão e mesas redondas. São mais de trezentos estudantes participantes de todo o mundo, somando mais de sessenta países. O mais incrível de tudo – um evento DE estudantes PARA estudantes – toda realização do WBD fica por conta da OFW, organização estudantil, nascida na própria universidade sede. Os alunos participantes foram selecionados de um universo de aproximadamente 6000 inscrições. Foram aprovados seis bolsistas da Fundação Estudar, dentre dezoito brasileiros presentes.

A temática do encontro foi ‘’Managing Complexity – The art of colective consequence’’, focando a interdependência de todos os países e mercados globais. Dentre os temas abordados, destaque para os painéis ‘’European Union, Between Integration and Confrontation’’ – sobre a interdependência dos países da EU; ‘’Go World Go Africa’’ – abordagem para as novas oportunidades no continente Africano e ‘’Managing Communications on a Complex Environment’’ – em que o presidente de uma empresa de telecomunicações alemã deu uma grande aula sobre o tema. O mais interessante ao assistir os painéis foi captar uma visão do mundo de uma perspectiva européia. Destacando o papel dos países emergentes e como a União Européia ‘’bota fé’’ nos BRICs – O Brasil e a China tiveram participação em diversas discussões. Além disso, cabe salientar que os PIIGS, por sua vez, eram motivo de preocupação e chacota porque a situação, especialmente em Portugal e na Grécia, vem refletindo de maneira bem negativa na ‘’união’’ da UE.

Durante o WBD, percebi o desempenho de alunos provenientes de países em desenvolvimento. O elevado nível de discussão, comprometimento com a educação e background pessoal mostraram o grande potencial desses jovens. Interagi com um grupo durante um workshop sobre ‘’social business’’. Juntaram-se à mesa brasileiros, indianos e latino americanos em sua maioria – enquanto os europeus sentavam-se para discutir sobre construção civil. Percebi e coletei informações de que os alunos residentes em países em desenvolvimento tem um comprometimento acima da média com relação à educação. Isso mostra que esse será o ponto mais importante para o desenvolvimento de longo prazo não somente do Brasil, mas de outras nações em ascensão.

Acredito que um fator que diferenciou os alunos brasileiros presentes foi a excelência acadêmica, valores éticos e morais, o que mostra que o futuro do país é promissor. Apesar de nosso grupo ser restrito, estavam presentes pessoas de todas as partes do país. De norte a sul há jovens que querem fazer a diferença e construir um Brasil melhor. Deve-se incentivar os jovens comprometidos para criar multiplicadores de ideais como o apoio à educação e fortalecimento de valores internos, como a busca constante pelo conhecimento e envolvimento com a sociedade.

Para aqueles que querem conferir o WBD com mais detalhes e participar na próxima edição, aqui vai o site oficial: http://www.world-business-dialogue.com/

Victor Paolillo

O futuro

Olá pessoal. Estava escrevendo um texto sobre a preparação para a ANPEC, que de certa maneira também serviria para outros exames, mas conversando com amigos surgiu o assunto: futuro. Achei que seria mais interessante.

É comum perguntarem em entrevistas de emprego, para bolsas ou mesmo em situações informais (mas estas não causam tanto incômodo) onde queremos estar daqui a 5 anos. Ou mesmo o que queremos ser daqui a 10. Por muito tempo respondi algo genérico como quero estar em alguma empresa interessante, em uma posição de destaque daqui a 10 anos. Casada, quem sabe. Mas no fundo ficava imaginando do imenso número de fatores diferentes dos quais depende minha vida nos próximos 5 ou 10 anos. Queria fazer mestrado, mas nem sabia ainda direito o porquê. Pensava em trabalhar no BID, mas e se aparecesse outra oportunidade? Gostaria de morar em São Paulo, mas e se minha empresa me mandasse para fora? E se eu ganhasse na Mega Sena? E se eu descobrisse que eu gosto mesmo é de gastronomia e mudasse tudo o que eu fiz até hoje? Qual a utilidade de eu traçar esse plano se muito provavelmente ele não vai acontecer?

Realmente tudo isso pode mudar. Algumas mudanças dependem de nós, outras nem tanto. Umas podem acontecer com probabilidade maior, outras, menor. Mas ainda assim temos alguma influência sobre o futuro. E se pensarmos bem, se planejarmos um pouco, uma influência bem grande! E é por isso que acho que vale a pena gastar algum tempo pensando no que queremos fazer.

Discordo um pouco do texto “Wear Sunscreen”, de origem um pouco controversa, que diz “Don’t worry about the future; or worry, but know that worrying is as effective as trying to solve an algebra equation by chewing bubblegum.” (Mary Schmich, Chicago Tribune, aparentemente). Ou numa tradução livre, “Não se preocupe com o futuro, ou se preocupe, sabendo que se preocupar é quase tão eficiente quanto tentar resolver uma equação de álgebra (apenas) mascando chicletes. Realmente não acho que o futuro deva ser um motivo de apreensão, mas devemos nos preocupar com ele. Ao estabelecermos uma meta, por mais que ela possa ser mudada no decorrer do percurso, tornamos mais claras as coisas que podemos fazer para aumentar a probabilidade de ela ocorrer. Seja procurar um curso, freqüentar palestras, estabelecer contatos, seja se esforçar mais para tirar uma nota boa, e não apenas “passar de ano”. Concordo que esse deveria ser o objetivo de qualquer estudante, mas, sabendo que na prática às vezes não funciona assim, entro com um argumento econômico: “as pessoas reagem a incentivos”, mesmo que feitos por elas mesmas. Essa meta dá mais ânimo para se empenhar no presente, dá uma “guide line” para ajudar em decisões importantes. Não é apenas uma resposta pronta para entrevistas.

Afinal, não sei onde realmente vou estar, mas posso pensar no que devo fazer para tentar estar onde eu quero. E só posso fazer isso se souber onde quero estar.

Renata Gukovas

A Subvalorização do Ensino

                Poucas áreas tecnológicas sofrem uma subvalorização do ensino tão grande quanto a engenharia civil. É lamentável constatar que uma larga parcela da população não reconhece a importância de um engenheiro civil em suas construções. Por ser uma área de atuação secular para o homem, essa engenharia é inúmeras vezes considerada como um conjunto de conhecimentos empíricos. Nada mais.

                 Este equívoco produz, inevitavelmente, dois resultados: uma construção inadequada aos esforços que lhe serão exigidos ou uma construção superdimensionada. Do primeiro caso resultam as fissuras, as infiltrações, a umidade e mofo internos, o mau funcionamento das redes elétrica e hidráulica e até, em último caso, a ruptura total ou parcial da estrutura. Mesmo não atingindo esta última instância, a obra passa a apresentar problemas que atrapalham seu uso. Alguns desses problemas podem interferir, inclusive, na saúde de seus usuários, gerando um gasto com remédios e consultas médicas que poderiam ser evitados. É o caso, por exemplo, do mofo causado pela umidade interna. Existem técnicas que protegem as moradias deste inimigo das vias aéreas e que podem, portanto, melhorar a qualidade de vida de seus usuários.

                O superdimensionamento, por outro lado, é um problema mais sutil. Seu aspecto negativo não oferece risco imediato à vida dos moradores e parece ser menos importante. Parece, mas não é. Ao superdimensionar uma estrutura, usa-se mais material do que seria necessário, resultando não só em uma obra bem mais cara, mas também na má utilização dos recursos naturais. Analisando-se sob o prisma da crescente consciência ecológica mundial, o desperdício das riquezas da natureza é inaceitável. A ignorância não pode mais ser alegada. Todos sabemos da escassez destes recursos e da urgência em se diminuir nossos consumos habituais. Além disso, como resultado mais imediato, este dimensionamento exagerado resulta, ainda, em maior gasto mensal de energia elétrica e de água, que pesam nas contas do usuário.

                Modernamente, somou-se um agravante à subvalorização do estudo: os programas computacionais modernos. Nestas ferramentas, os típicos cálculos da engenharia são realizados com velocidades incríveis. Contudo, a interface gráfica simplista, nas quais basta digitar os dados de entrada, pode iludir alguns usuários sem conhecimentos suficientes. O problema é que, ao longo do cálculo, várias considerações, seja de simplificação, seja de condições de contorno são feitas e, na maioria dos casos, o usuário não as conhece e assume os resultados como válidos para todas as diferentes obras. Dessa forma, recai-se outra vez nos problemas já citados.

                É preciso começar a mudar essa noção de que apenas o mestre de obras, ou um bom pedreiro bastam. É preciso reconhecer que, embora possuam um sólido conhecimento empírico, eles não podem avaliar os diferentes tipos de solo para dimensionar a profundidade de uma sapata, não podem garantir a estabilidade de uma estrutura em balanço e, principalmente, não garantirão ao usuário a máxima eficiência, com menores custos na construção e no uso da obra. É preciso valorizar mais os anos nos bancos escolares, as noites em claro, as provas realizadas; o estudo em si.

Beleza Funcional

Cimento, areia, brita e água: são esses os ingredientes básicos da profissão que abracei. Curso engenharia de fortificação e construção, também conhecida como engenharia civil, e essa receita mágica pode virar tudo aquilo que a mente fértil de um arquiteto criar. Modernamente, percebeu-se que a construção não se deve chocar com a natureza, mas sim dialogar com ela. Os espaços da cidade devem interagir de modo a proporcionar maior bem-estar à população.

Essa ideia deve estar sempre presente. Não esqueçamos jamais a utilidade fim! Não basta ter um teto e quatro paredes, precisa ser um lar, um local de trabalho, um loja agradável; ou não viveremos bem, não produziremos o suficiente, não entraremos para comprar. É interessante perceber que estamos atingindo um equilíbrio entre beleza e funcionalidade. Na antiguidade, os construtores eram, antes de tudo, arquitetos, e a beleza inegável de suas construções era um fator prioritário. Não bastava ficar de pé, devia encantar. Cidades belíssimas como Roma e Paris são provas ainda vivas dessa filosofia.

Está em Paris, contudo, um dos maiores símbolos da construção moderna: a Torre Eiffel. Construída em 1889 para a Exposição Universal, é obra de um engenheiro, Gustave Eiffel, o mesmo que projetou a estrutura metálica da Estátua da Liberdade. Ergueu-se, então, entre aquelas magníficas obras de arte arquitetônicas que formam a cidade parisiense, a síntese das modificações causadas pela Revolução Industrial.

Os engenheiros passaram a vislumbrar praticidade, rapidez e economia de tempo e dinheiro. Ganhou maior destaque a construção de pontes, pois estas evitam o uso lento e custoso de barcas. A crescente importância desta construção deveu-se à utilização de novos materiais e técnicas, como ferro e, posteriormente, o aço, que permitiam vencer vãos cada vez maiores. Dessa forma, quebrava-se o paradigma da beleza. A cidade tornou-se mais funcional, mais seca, mais quadrada.

Desde o fim do século passado, as curvas harmônicas voltaram, paulatinamente, a ocupar seu devido espaço nas cidades. Embora tenham sido na maioria da vezes os arquitetos, como Oscar Niemeyer, os defensores das construções que pudessem se curvar à natureza natureza, essa ideia recebe cada vez mais apoio também de engenheiros. Cimento, areia, brita e água, agora unidos ao ferro e ao aço, voltaram a ser como tintas para belos quadros, desafiam a gravidade desenhando paisagens encantadoras e trazem ao nosso dia-a-dia um pouco mais de encanto.

Carolina

Ensino no Brasil e nos EUA – Algumas Diferenças

Prezados leitores,

O Nikolas já falou aqui no site sobre o conceito de “Majors” and “Minors” nas universidades americanas. Esta é apenas uma das diferenças nos sistemas de ensino dos EUA e do Brasil e tenho observado outras distinções interessantes que, na minha opinião, estão profundamente relacionadas com o grau de desenvolvimento dos dois países. Aqui vai alguns exemplos:

a)     Saber um pouco de tudo: o ensino americano, tanto no High School ou na Universidade, é menos técnico que no Brasil. Aqui o aluno não tem que aprender Matemática, Biologia ou Geografia em detalhe. A profundidade de conteúdo é menor e o foco está no aluno ter a base em vários temas e ter um aprendizado mais diverso. As atividades extra-curriculares (esportes, teatro, música) são tão importante quanto aprender as leis da física.

Na universidade, a mesma situação. A quantidade de matérias e até a extensão do curso (4 anos para a maioria) é menor que no Brasil. Além disso, existe uma liberdade muito grande de matérias que o aluno pode fazer. Por exemplo, eu conheci um aluno brasileiro que cursa Economia na Universidade de Chicago e fez uma matéria sobre teoria da Música entre várias outras que não tem nada a ver com economia em si.

Tive contato com americanos em trabalhos na faculdade e fiquei impressionado como às vezes eles não sabem conceitos básicos de matemática que aprendi no Ensino Médio, mas como todos fizeram atividades no colégio e na faculdade que eu nunca imaginei realizar no Brasil (um chegou a abrir uma empresa através de um programa de empreendedorismo ainda no colégio).

b)Competitividade: a cultura americana valoriza bastante a competitividade e isso se reflete também no ensino. As maioria das notas são dadas por curvas forçadas e o valor depende da sua posição em relação a média da turma. Não importa ter acertado 90% da prova. Se a maioria da classe acertou mais que você, seu conceito (de “A” a “D”, normalmente) será ruim. E sempre ficará claro quem é o melhor e quem é o pior. Bem diferente do Brasil, onde colégios e professores evitam comparações entre alunos para não tirar a confiança dos que não tem um desempenho tão bom.

c) Aprender a falar:  Isso algumas pessoas até já sabem antes de vir estudar nos EUA, mas às vezes é desafiador para o estrangeiro. A participação na aula, através de comentários e perguntas, é algo obrigatório. Varia de escola para escola, mas os comentários do estudante normalmente é parte relevante da nota do mesmo. Na escola de negócios de Harvard (HBS), isso representa metade da nota em todas as matérias. Isso força os alunos a se prepararem para as aulas e aprender a demonstrar seu ponto de vista de forma estruturada. Bem diferente do Brasil onde normalmente o professor fala durante toda a aula e o aluno normalmente tem uma postura passiva.

De uma forma geral, o que vejo aqui nos EUA é a busca por um ensino mais abrangente e menos técnico. No Brasil o filtro estreito entre o Ensino Médio e a Universidade faz com que os processos de vestibular das boas faculdades cobrem um carga de conteúdo extensa e isso reflete no ensino como um todo.

As diferenças aqui retratadas, entre outras várias, reflete um país em estado muito mais maduro que o Brasil em termos de metodologia de ensino e infra-estrutura educacional. O Brasil avançou bastante nos últimos 15 anos, mas muito ainda precisa ser feito (e investido) para atingir um estágio de ensino público abrangente e de qualidade, especialmente no ensino básico. Mas, principalmente, o Brasil como um todo (principalmente os políticos) tem que entender a importância que isso tem no desenvolvimento do país.

Um abraço,

 Vitor Alves

PS: Para quem gosta de economia e política, aqui vai a dica do blog do Paul Krugman (http://krugman.blogs.nytimes.com), ganhador do Prêmio Nobel de 2008, professor de economia de Princeton e colunista do NY Times. Os temas são interessantes e a linguagem é bem acessível em se tratando de um Prêmio Nobel.

Sendo Gigante Pela Própria Natureza – Empresa Júnior

O conceito de empresário júnior ainda não é tão difundido no Brasil como gostaríamos, apesar de o Brasil ter mais de 600 empresas juniores (EJ). A EJ é uma empresa sem fins lucrativos formada e gerida totalmente por alunos de graduação, que realiza projetos para a sociedade em geral sob a orientação de professores e profissionais especializados. Este modelo empresarial foi concebido na França, em 1967, objetivando estudos de mercado ou enquetes comerciais na empresa. Dois anos mais tarde, com o conceito amplamente difundido no meio acadêmico francês, foi criada a Confederação Nacional das Empresas Juniores.

                Quase duas décadas mais tarde, após consolidação do movimento júnior na França e posterior difusão no exterior, a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Brasileira trouxe para o Brasil suas idéias e conceitos. As primeiras EJ do Brasil foram as da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Getúlio Vargas e da Universidade Federal da Bahia. O MEJ, movimento de empresas juniores, foi tão bem sucedido no nosso país, que de 1988 a 1995, em sete anos, portanto, surgiram 100 empresas, número que foi atingido, no país de origem, em 19 anos, entre 1967 e 1986. Hoje, são mais de 22.000 universitários espalhados em cerca de 700 empresas juniores e realizando mais de 2.000 projetos por ano, segundo dados do site da Brasil Júnior, a Confederação Brasileira de Empresas Juniores.

                Além do desenvolvimento de competências úteis ao ingresso no mercado de trabalho, os empresários juniores são uma importante ferramenta para o desenvolvimento nacional. Posto que as EJ não possuem fins lucrativos, seus projetos são consideravelmente mais econômicos que os das demais companhias. Dessa forma, micro, pequenas e médias empresas podem dispor de mais serviços e projetos, impulsionando o crescimento econômico do país. Este impacto das EJ é tão inegável que a Brasil Júnior participou, em Brasília, da 4ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Juventude, o Conjuve. A reunião foi marcada por um momento especial em que os conselheiros foram recebidos pelo ex-presidente Lula em seu gabinete e requisitaram seu apoio às prioridades do Conselho.

                O Brasil está crescendo exponencialmente e adquirindo maior peso nos fóruns de discussão mundiais. Importa, então, que seja formada uma juventude empreendedora capaz de não só de aproveitar as oportunidades nascentes, mas também de consolidar a posição conquistada pelo país. O MEJ é uma ferramenta poderosa e cabe a nós, universitários, utilizá-la visando os valores promovidos pelo movimento: comprometimento, ética, motivação, perseverança, profissionalismo, responsabilidade social, transparência e união.

Vídeo da Brasil júnior: http://www.youtube.com/watch?v=R3DTwMHH4FA

Carolina Reis

Mestrado em Economia

Olá, pessoal. Se você pensa em trabalhar com economia mesmo, provavelmente terá que passar pelo mestrado acadêmico. Pelo menos foi essa a impressão que tive no estágio no Itaú. Na graduação aprende-se muita coisa, mas as principais ferramentas são vistas na pós mesmo.

Os principais centros de mestrado acadêmico no Brasil usam o exame da ANPEC como forma de seleção. Ele é feito em dois dias, geralmente no final de setembro ou início de outubro. Incluem provas de matemática, estatística, microeconomia, macroeconomia, economia brasileira e inglês. As quatro primeiras são compostas de 15 questões, cada uma valendo um ponto. Algumas têm, em geral, 5 itens de verdadeiro ou falso, sendo que uma resposta errada anula uma certa. Outras (2 ou 3, depende muito do ano) são ditas questões “abertas”, que a resposta é um número inteiro de 0 a 99. Essa não perde ponto se errar. A prova de economia brasileira tem uma parte de testes, com 15 questões de verdadeiro ou falso, e uma parte escrita, onde você pode escolher uma de 5 ou 6 questões para responder. A prova de inglês não é classificatória, ela apenas te dispensa do exame de proficiência depois, mas também é composta de 15 questões com 5 itens de verdadeiro ou falso.

A nota também é bem peculiar. Depois de somar todas as questões, eles calculam a média de cada prova e o desvio padrão (dispersão das pontuações). Sua nota final é a soma dos seus pontos menos a média, dividida pelo desvio padrão. Ou seja, quantos desvios padrões você está da média, para mais ou para menos. Para completar, cada centro de pós-graduação pode escolher qual a ponderação que vai dar para cada prova. A USP, por exemplo, não considera a prova escrita de economia brasileira, e dá menos peso para a prova de testes dessa matéria do que para as demais. Outros centros apenas consideram a prova de economia brasileira, e às vezes, ainda fazem uma análise de currículo ou entrevista.

O mestrado acadêmico não é pago, é quase sempre integral, e se você for bem colocado na prova pode receber uma bolsa auxílio.

Até a próxima.

Renata Gukovas