“Admirável mundo novo” – parte 1

Olá, galera!

A partir de agora vou falar sobre as minhas experiências desde que eu cheguei aqui em Yale. E acreditem, elas são muitas. O sistema norte-americano de ensino é muito distinto do brasileiro e em muitos pontos acho o sistema daqui mais interessante. Mas isso é certamente uma discussão à parte.

Eu cheguei aqui em Yale no fim de agosto, já que as aulas começam no início de setembro. Antes das aulas, os estudantes internacionais tem a OIS (Orientation for International Students). Aqui eles têm a noção de que as diferenças culturais podem ser bem grandes. Na minha classe, a de 2014, há mais de 50 países representados. Desde Rússia, Tanzânia, Zimbabue, até República Dominicana, Gana  e, é claro, BRASIL!

Depois da orientação para estudantes internacionais, nós temos a orientação para todos os estudantes. Daí a gente é apresentado aos departamentos acadêmicos e às atividades extracurriculares (metade dos grupos não couberam no maior ginásio da universidade). É tudo tão interessante, que a gente tem vontade de fazer tudo! Para quase tudo que se imagina existe um grupo. E se o grupo ainda não existe, você pode criar, que a universidade financia. Eu ainda ando meio indeciso sobre o que fazer. Até agora eu só faço parte do Brazil Club, mas também estou de olho em  grupos na área de Business.

As mudanças são definitivamente muito grandes. O clima é diferente (quando eu cheguei aqui estava bem quente, mas infelizmente aqui já tem chegado perto de zero grau), assim como a comida é outra. Pra quem está acostumado a comer feijão com arroz todos os dias, american food não é um paraíso. É bem verdade que eu estava esperando ser bem pior (eu tinha toda aquela imagem de fast food na cabeça, que certamente não acontece nas universidades).  É bem tolerável, em geral.

Porém a diferença mais marcante e talvez a mais adorável é morar com outros estudantes da mesma idade. Isso sim é uma maravilha (pelo menos pra mim). Eu sou um dos sortudos aqui de Yale que ganhou um quarto próprio no primeiro ano. É raro e maravilhoso! A vista do meu quarto é de tirar o fôlego. Um dos professores mais renomados da faculdade (ele ganhou uma distinção do Comitê do Prêmio Nobel por excelência em ensino), que me dá aula de Química Orgânica, sempre diz nas aulas: “Vocês pagam o que pagam para estudar aqui não para me escutar, mas sim para discutirem entre si”. E é a mais pura verdade.

Hoje eu vou ficando por aqui! Eu aceito SUGESTÕES para os próximos tópicos.

Quero estar bem afinado com a galera que tem comparecido ao blog!

Uma boa semana pra vocës,

Paulo Ricardo

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4 Respostas para ““Admirável mundo novo” – parte 1

  1. Oi, Paulo!
    Comecei a ler o blog hoje e gostei muito, parabéns!
    Como sugestão eu colocaria uma curiosidade minha: como são as aulas daí, o esquema de provas, se os professores são abertos ou se “se acham”. Enfim: como é a vida do estudante dentro da sala de aula (pode colocar fora dela também!). Tem “calourada” ou algum tipo de festa para os freshman ai?
    Eita, mas como você está a pouco tempo aí, acho que vai ser meio difícil falar da parte das provas…
    Bom, se você não quiser falar sobre isso, espero que te dê muitas ideias!
    Abraço

  2. Oi, Karla! Pode ter certeza que eu vou responder a todas as suas perguntas no próximo post! É pode ficar tranquila que eu vou falar sobre as provas sim! Já tô até bem experiente nisso! Você me deu várias ideias!!!
    Você tem alguma pergunta específica que você queira fazer, que eu possa responder aqui nos comentários?

  3. Paulo, para estudar em Yale você foi por algum convênio entre universidades ou teve que pagar por isto?Como funciona a pós – graduação aí?Um Abraço e boa sorte!

  4. Lorenzo,
    Eu não vim pra cá por nenhum conv ênio. No fim do meu ensino médio, eu apliquei para algumas universidades americanas e fui aceito para estudar em Brown e Yale.
    Aqui a política de pagamento da universidade funciona mais ou menos assim: se a sua família tem como renda bruta menos de 60 mil dólares por ano, você não paga nada na universidade. E a partir desse valor eles ajustam de acordo com as suas necessidades. E se você tiver como provar que não pode pagar pelo valor que eles pediram, eles diminuem. Além disso, a sua capacidade de pagar ou não pagar a universidade não é levada em consideração na hora da aplicação. Há 8 universidades nos EUA que têm essa política, a need-blind admission.
    A pós graduação aqui funciona da mesma forma que eu descrevi para fazer graduação. A única diferença é que a prova que vocês fazem é o GRE e não o SAT. Geralmente para mestrado não há bolsas, mas para doutorado eles pagam os estudantes por volta de 40 mil dólares por ano para estudar. Isso é uma coisa bacana daqui. Se você pensar que basicamente você recebe pra estudar, é um dinheiro bem confortável.
    Se tiver mais alguma pergunta, é só mandar.
    Abração,
    Paulo

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