“Paulo from Brazil” e a impressão do Brasil nos EUA.

Por mais que o meu ano como calouro (freshman year) esteja quase pela metade, acho que ainda não me acostumei com a quantidade de pessoas que eu conheço diariamente. E sempre a minha apresentação é a mesma “I’m Paulo from Brazil”.

Aqui em Yale eu conheci gente do mundo inteiro e eu geralmente ando com muitos dos estudantes internacionais por aqui. Mas o que mais me impressiona nessa história toda é que quando eu digo que sou do Brasil, sempre ouço a mesma reação: “Really? That’s awesome!”

De um tempo pra cá eu comecei a me questionar sobre esse tipo reação. Quando eu cheguei aqui em agosto, a Copa do Mundo tinha acabado de acabar e o estereótipo brasileiro (Brasil = futebol, carnaval e samba) me pareceu meio lugar comum por aqui, principalmente quando eu falo que sou do Rio de Janeiro.

Porém, mais recentemente, muita gente tem vindo discutir comigo a política externa brasileira e a presença do Brasil como uma grande nação no século XXI. E isso tem me feito muito feliz por aqui. Além disso, fiquei sabendo que o número de estudantes aprendendo Português por aqui cresceu muito no ano de 2010. Ontem no meu jantar, uma das minhas amigas me disse que o padastro dela EXIGIU que ela estudasse Português, porque o Brasil será a grande nação do século XXI. Eu nem preciso dizer o quanto eu fiquei orgulhoso de ouvir que o MEU PAÍS tem grandes chances de ser a grande nação do século XXI.

Agora um besteirol só pra descontrair: os momentos em que mais me divirto com toda essa presença do Brasil na política internancional é quando as pessoas por aqui tentam pronunciar o nome dos nossos Presidentes, Lula e Dilma. Acreditem: é hilário!

Os americanos estão bem antenados no que ocorre no Brasil, tanto que no dia após a eleição da Presidente Dilma, o Yale Daily News (o jornal de Yale, o mais antigo jornal universitário dos EUA, escrito inteiramente por estudantes) publicou uma reportagem de página inteira sobre a vitória de Dilma Rousseff. Quando eu vi a notícia ganhando tanto destaque aqui na faculdade, mais uma vez, eu fiquei muito feliz.

E eu acredito que, daqui pra frente, terei cada vez mais motivos para me orgulhar do nosso Brasil. Ademais, é muito gratificante saber que eu sou um dos representantes de toda a nossa nação aqui nos EUA. Eu tenho muito orgulho do meu país!

Queria ouvir a opinião de vocês sobre tudo isso!

Uma boa semana para todos,

“Paulo from BRASIL”

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8 Respostas para ““Paulo from Brazil” e a impressão do Brasil nos EUA.

  1. Paulo, estou fazendo intercâmbio em Berlim.
    Por aqui não tenho essa mesma impressão que você! Até achei que levaria um susto, já que estamos crescendo como país. Mas cada dia mais percebo que as atenções estão quase que completamente viradas para a Ásia (especificamente Índia e China).
    É evidente que os europeus sabem quem somos, que somos mais do que simplesmente samba e futebol. Mas ainda temos que comer muito arroz com feijão para virar a nação do século XXI. Pelo menos é essa minha percepção daqui…
    Grande abraço!

  2. Oi Paulo,

    Em sua opinião porque eles estão tão interessados no Brasil?
    Será que finalmente deixaremos de ser destino turístico para se tornar destino de investimento?
    O que achas?
    ABs
    Thiago de Assis Silva
    DOM Strategy Partners

  3. @César:

    Oi, César!

    Realmente estamos crescendo como país e acredito que a nossa presença (em todos os aspectos) no mundo só tem a crescer. Eu sou muito amigo de uma francesa aqui em Yale. E ela sempre me diz uma coisa: a França tem uma “boca muito maior” do que a importância que eles têm no mundo hoje. Isso, se a gente parar pra pensar bem é parcialmente verdade. A herança histórica da Europa ainda dá muita credibilidade a ela (vide o Conselho de Segurança da ONU).

    Mas o que é verdade também é que aqui nos EUA, eles tendem muito a mistificar o crescimento da China. Eu canso de ver anúncios sobre palestras do tipo: “Como o ‘crescimento’ da China não afetará o mundo da maneira que todo mundo acha”. Por aqui eu vejo esse… (não é desprezo, mas eles diminuem muito a importância do crescimento chinês). Ah, e nas minhas aulas de Economia, mais de uma vez, o professor dá exemplos sobre o Brasil, o que eu acho extremamente bacana.

    Mais uma vez concordo com você: a gente ainda tem que comer muito feijão com arroz pra ser a nação do século XXI. Mas quer saber de uma coisa? Eu realmente sinto que a gente nunca esteve tão próximo do caminho certo. Por isso que eu desejo muita sorte pra nova Presidente. Muito do que nos espera pelos próximos anos está agora nas mãos dela.

    César, obrigado pelo comentário! E comente sempre que quiser!

    Abraços,

    Paulo

  4. @thiagoarno

    Oi, Thiago, tudo bem?

    Então, eu realmente acho que o Brasil está se tornando gradativamente um destino de investimentos. Prova disso é que nos últimos anos, o índice IBOVESPA alcançou valores que nunca tinha alcançado antes. Toda vez que eu escuto sobre o desenvolvimento do Brasil, no final do discurso tem sempre uma observação: “E agora com a descoberta da camada do pré-sal…”. Ou seja, eu realmente acredito que estamos no rumo certo. Além disso, não deixamos de ser um destino turístico!!! hahahaha O que é melhor ainda. Temos mais uma fonte de investimentos.

    O nosso país nunca teve a visibilidade que possui no momento. A questão agora é ter cabeça e saber usar sabiamente os recursos que ganharemos do pré-sal. Não resta dúvidas que o Brasil carece MUITO na área de Educação. Portanto, acredito que esse fluxo de dinheiro que virá nos próximos anos precisa ser canalizado para a Educação.

    O que adianta construir um país forte se a gente não vai ter gente capacitada o bastante para continuar o crescimento daqui a 2o ou 30 anos? Na minha última aula de Economia, o meu professor parou a aula (aula sobre o mercado de ações), pediu a máxima atenção para aquilo que ele iria dizer e disse: “Pessoal, o investimento que dá maior retorno lucrativo é a educação. É provado que cada centavo que você investe em educação dá o maior retorno comparado com qualquer ativo, até mesmo no mercado de ações”. E, certamente, é dessa lição que o Brasil precisa aprender.

    Thiago, um abração,

    Paulo

  5. Olá Paulo,

    Estou em intercâmbio na França e é interessante como a reação do pessoal aqui, quando descobrem que sou do Brasil, é parecida — eles sempre acham “awesome”. Os gringos estão tendo essa percepção — de que o Brasil é um dos países-chave do século XXI. E dá muito orgulho; temos que fazer acontecer.

  6. Caio,

    a expressão que você usou é perfeita: o “fazer acontecer” tem que nortear o Brasil nos anos a frente. Obrigado pelo comentário!

    Paulo

  7. Olá Paulo,

    Primeiramente, parabéns pela conquista de YALE.

    Ano passado, quando estive nos EUA, tive também a mesma impressão que você sobre o que eles estão pensando do Brasil, muito embora eu tenha conhecido mais asiáticos do que americanos (risos). Pessoal muito legal, principalmente os sul-coreanos.

    Estamos comendo poeira dos asiáticos, no entanto, como você disse, estamos no caminho certo. Precisamos continuar avançando.

    Até mais.

  8. qual e a impressao que vc tem ao observar a imagem do nossa planeta

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