Diferentes subdesenvolvidos: a mentalidade dos BRICs – Brasil e China

Considerada tão subdesenvolvida quanto o Brasil, a China mantém um crescimento econômico assustador e já mostra claramente ser o maior dos tigres asiáticos. Há o argumento de que 1 bilhão de pessoas faz a diferença. No entanto, devemos lembrar que há diversas pequenas nações européias que anteriormente à crise eram potências em desenvolvimento. Mas então qual é o segredo Chinês?

Em primeio lugar, a China valoriza acima de tudo a educação. Há um comprometimento com a formação de pessoas capacitadas técnica, moral e eticamente. O professor é considerado um cargo de status – históricamente, o conselheiro máximo do Imperador. Além disso, as famílias chinesas investem boa parte de sua renda nos estudos dos filhos, colocando a educação como prioridade. A cultura tem sua influência – os chineses estão ligados ao coletivismo, ou seja, a população abre mão de sua individualidade para o benefício de todos. Apesar de parecer estranho, alguns chineses já relataram que aceitam a ditadura porque os governantes podem ‘’fazer acontecer’’. Devido ao governo centralizado, o sistema de tomada de decisão é mais eficiente uma vez que não depende da vontade de dezenas de partidos. Além disso, os governantes pensam de maneira estratégica, valorizando o longo prazo sem se preocupar com a oposição.

Lima Barreto disse a triste realidade: não temos povo, temos público. O Brasil, por sua vez, apresenta resultados pífios em educação. O professor é desvalorizado moral e economicamente e as famílias estão mais preocupadas com o novo carro do que com futuro dos filhos. Em sua admiração e supervalorização do que é feito no exterior, o brasileiro esquece de fazer um benchmarking positivo, sendo conformista em acreditar que é inferior às outras nações. Por outro lado, o país sente-se confiante em ser o melhor da América do Sul, o que é na verdade, muito pouco para nossa real capacidade (ser melhor que a Bolívia e Venezuela, por exemplo, não e muito difícil…).

Se nosso país quer ser grandioso de verdade, devemos esquecer essa cultura de ‘’abaixar a barra’’ e ‘’nivelar por baixo’’ para inserir uma cultura de eficiência, pensamento de longo prazo e valorização da educação formal e moral. A estratégia deve fazer parte da vida dos brasileiros e todos precisam, acima de tudo, deixar de apenas ‘’acreditar’’ em um país melhor para ‘’fazer’’ um Brasil maior e definitivamente contrariar Lima Barreto.

Recomentação de leitura: http://www.scielo.br/pdf/ha/v13n28/a07v1328.pdf

Victor Paolillo

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