Beleza Funcional

Cimento, areia, brita e água: são esses os ingredientes básicos da profissão que abracei. Curso engenharia de fortificação e construção, também conhecida como engenharia civil, e essa receita mágica pode virar tudo aquilo que a mente fértil de um arquiteto criar. Modernamente, percebeu-se que a construção não se deve chocar com a natureza, mas sim dialogar com ela. Os espaços da cidade devem interagir de modo a proporcionar maior bem-estar à população.

Essa ideia deve estar sempre presente. Não esqueçamos jamais a utilidade fim! Não basta ter um teto e quatro paredes, precisa ser um lar, um local de trabalho, um loja agradável; ou não viveremos bem, não produziremos o suficiente, não entraremos para comprar. É interessante perceber que estamos atingindo um equilíbrio entre beleza e funcionalidade. Na antiguidade, os construtores eram, antes de tudo, arquitetos, e a beleza inegável de suas construções era um fator prioritário. Não bastava ficar de pé, devia encantar. Cidades belíssimas como Roma e Paris são provas ainda vivas dessa filosofia.

Está em Paris, contudo, um dos maiores símbolos da construção moderna: a Torre Eiffel. Construída em 1889 para a Exposição Universal, é obra de um engenheiro, Gustave Eiffel, o mesmo que projetou a estrutura metálica da Estátua da Liberdade. Ergueu-se, então, entre aquelas magníficas obras de arte arquitetônicas que formam a cidade parisiense, a síntese das modificações causadas pela Revolução Industrial.

Os engenheiros passaram a vislumbrar praticidade, rapidez e economia de tempo e dinheiro. Ganhou maior destaque a construção de pontes, pois estas evitam o uso lento e custoso de barcas. A crescente importância desta construção deveu-se à utilização de novos materiais e técnicas, como ferro e, posteriormente, o aço, que permitiam vencer vãos cada vez maiores. Dessa forma, quebrava-se o paradigma da beleza. A cidade tornou-se mais funcional, mais seca, mais quadrada.

Desde o fim do século passado, as curvas harmônicas voltaram, paulatinamente, a ocupar seu devido espaço nas cidades. Embora tenham sido na maioria da vezes os arquitetos, como Oscar Niemeyer, os defensores das construções que pudessem se curvar à natureza natureza, essa ideia recebe cada vez mais apoio também de engenheiros. Cimento, areia, brita e água, agora unidos ao ferro e ao aço, voltaram a ser como tintas para belos quadros, desafiam a gravidade desenhando paisagens encantadoras e trazem ao nosso dia-a-dia um pouco mais de encanto.

Carolina

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